domingo, 14 de junho de 2009

“A utilização do computador como recurso de aprendizagem da língua por adultos e por crianças.”

REFLEXÃO


“… é prioritário que os professores sintam necessidade de fazer a sua autoformação e de utilizar esta tecnologia na própria sala de aula. Só assim desenvolverão estratégias motivantes e desafiantes para os seus alunos, integrando estas tecnologias em ambientes de aprendizagem mais ricos e estimulantes.” (CORREIA, Secundino; ANDRADE, Manuela; ALVES, Elisa, 2001, Tecnologias da Informação e da Comunicação na Educação, p.1).

Actualmente, vivemos num mundo em constante mudança que afecta a forma como trabalhamos, como ocupamos o nosso tempo de lazer, como nos relacionamos com os outros e como as informações do mundo que nos rodeia chegam até nós. Somos constantemente submersos por “tsunamis” de informação. Assim, estamos perante o desafio de vivermos e de ter de nos adaptar a uma sociedade em constante transformação.
Nas escolas, tanto no âmbito educativo como no organizacional as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) têm vindo a assumir um papel cada vez mais influente e imprescindível, sendo notória uma evolução na consciencialização da sua utilização.
“Os computadores provocaram, também, outras formas de ler e geram outros tipos de escrita, pelo que a aprendizagem precoce das tecnologias em relação com a leitura e a escrita pode contribuir para atenuar os efeitos das desigualdades”. (Brochura – As implicações das TIC no ensino da língua).
A inclusão do computador na escola é hoje uma importante e inegável realidade. A interacção computador/aluno é, indiscutivelmente, uma prática de sucesso, pois é uma caixa mágica que oferece uma motivação extra à criança que, de mãos dadas com a tecnologia, caminha a passos acelerados para uma aprendizagem rápida e disciplinada.
Apesar de não substituir o professor, o computador apresenta recursos que facilitam a aprendizagem e o trabalho de quem ensina, uma vez que, o computador deixa de ser um meio de transferir informações e passa a ser a ferramenta com a qual a criança pode formalizar os seus conhecimentos intuitivos. Ao contrário do que muitos pensam, proporcionam aulas mais dinâmicas, estimulando o aluno a pensar, a construir conhecimentos, a criar e a realizar pesquisas através da internet, desde que, evidentemente, exista um acompanhamento regrado e sistemático do trabalho realizado, por parte do professor.
Mas nem tudo é um mar de rosas. Muitas escolas e os seus professores, são confrontadas com computadores que não funcionam, sem manutenção, e sem ligação à internet, ou pelo menos com uma ligação, que nem sempre funciona. A vontade subsiste, mas os meios dificultam.
A educação não tem apenas que se adaptar às necessidades que se apresentam, mas deve assumir o papel de mediadora entre o acesso às tecnologias, o seu uso e as formas de interpretá-las. Saber utilizar as diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos é crucial para adquirir e construir conhecimento.
A geração de alunos que está hoje diante de nós, é a chamada geração do “ciberespaço” - da televisão, dos videoclips, dos jogos, do computador. Por Isso, é fundamental construir um ensino que esteja ligado a esta vida social dos alunos, inerente ao seu tempo, incorporando ao processo de ensino-aprendizagem a Tecnologia Educativa.
Assim, este domínio da formação, “ A utilização do computador como recurso de aprendizagem da língua por adultos e por crianças”, permitiu-me reflectir sobre como os alunos encaram, como vivem, como pensam e sentem o seu trabalho, utilizando esta prática pedagógica. Os conteúdos que integram as brochuras TIC são bastante oportunos e são apresentados de forma simples e clara, levando-nos a abordar e reflectir sobre questões variadas e relacionadas com a utilização do computador. Só assim, podemos fazer opções pedagógicas e perceber de que modo o computador pode contribuir para aquisição de um conjunto de competências que favoreçam os alunos a vários níveis:

· Formação pessoal (aprender a viver em comum).
· Domínio dos saberes (aprender a conhecer e aprender a fazer).
· Domínio das atitudes e valores (aprender a ser).

Ainda sobre a utilização do computador, ao longo da formação confirmei, mais uma vez, que este constitui uma fonte de interesse, motivação e envolvimento de professores e alunos, proporcionando a criação de ambientes de aprendizagem muito estimulantes, ajudando a introduzir metodologias mais incentivadoras das actividades pedagógicas. Tudo isto contribuindo para o sucesso educativo dos alunos.
A utilização das TIC tem ainda outras vantagens evidentes, a saber:

· Acesso a informação mais actual, diversificada e disponível em suportes mais atraentes, interactivos e dinâmicos.
· No desenvolvimento da colaboração entre os professores.
· Na possibilidade de troca de experiências entre professores de escolas diferentes.
· No reforço da capacidade de leitura e escrita e de resolver problemas.
· Permite também e no que concerne a alunos com necessidades específicas de aprendizagem: estimular e motivar para a aprendizagem, proporcionando a oportunidade de obter melhores resultados, potenciando a autonomia e auto-estima, reduzindo o risco de insucesso escolar.

Com a ligação à Internet abre-se ainda a possibilidade de participação em actividades/projectos com alunos de outras escolas. Este tipo de actividades/projectos estimulam:

· A produção de textos, desenhos, etc.
· A composição, envio e recepção de correio electrónico;
· A pesquisa de informação;

Sendo as TIC uma área que, pessoalmente, sempre me interessou bastante e onde tenho investido um pouco a minha formação pessoal, frequentando sempre que possível formações nesta área, considerei este domínio muito interessante. Acabou por ajudar-me a perceber ainda melhor a importância da implementação de novos modelos curriculares com maior ênfase em competências transversais, incluindo as TIC como ferramentas potenciadoras e geradoras de novas situações de aprendizagem e metodologias de trabalho.
“Usar adequadamente as TIC na Educação significa desenvolver sentimentos. Essencialmente, desenvolver os sentimentos sobre computadores, o que não significa desenvolver competências sobre aspectos técnicos, reduzindo a utilização das TIC na Educação à descrição dos diferentes softwares usados na Educação ou ao ensino de recursos das ferramentas computacionais; também não se restringe à discussão de aspectos pedagógicos sem vivenciar o uso da tecnologia. O desejável é saber explorar os aspectos pedagógicos por intermédio dos recursos oferecidos pelas TIC. Para que esta articulação aconteça é fundamental que as TIC estejam contextualizadas no sistema educacional e, por conseguinte, na escola, na sala de aula e nas diferentes disciplinas. É o educador, no seu contexto de trabalho, que poderá mais adequadamente explorar as TIC como recurso pedagógico”. (VALENTE, José, 1991, Computadores e Conhecimento: repensando a educação, s/p).
Esta formação e sobretudo o que li e pratiquei sobre este domínio, demonstrou-me claramente que o computador é um instrumento que enriquece muito a prática pedagógica; que o professor precisa estar preparado para o uso desta tecnologia; deve estar sempre o mais actualizado possível; tem que estar motivado pelo desejo de crescer, de aprender, de ensinar e ter consciência da necessidade de criar e inovar constantemente.
Em jeito de conclusão, diria que não devemos esperar que o computador traga uma solução mágica e rápida para a educação, mas certamente, ele poderá ser usado pelo professor como um importante instrumento pedagógico, dando oportunidade ao aluno que amplie o seu conhecimento e a sua criatividade, pois afinal a criatividade não se ensina, constrói-se. Terminaria com um provérbio que em poucas palavras, traduz aquilo que a educação dever ser…

“Diz-me, e eu esquecerei;
Ensina-me e eu lembrar-me-ei;
Envolve-me, e eu aprenderei”.
(Autor desconhecido)

PNEP 2008/2009 - 9.ª Sessão - 21/05/2009

Domínio: O Ensino da Escrita: A Dimensão Textual, Gráfica e Ortográfica.


Objectivos da Intervenção:


-Trabalhar a produção de um texto, assegurando a mobilização de conhecimentos prévios e a sua articulação com novas informações.

- Desenvolver uma relação positiva e pessoal com a escrita.

- Recolher, seleccionar e organizar informação.

- Usar vários periféricos num computador (impressora, teclado, rato…).

- Rentabilizar as Tecnologias da Informação e Comunicação nas tarefas de construção do conhecimento em diversos contextos do mundo actual.

Desenvolvimento das actividades:

- Divisão da turma em grupos.

- Elaboração do desdobrável, no computador, para apresentar a toda a comunidade escolar.

- Explicação do mesmo, tendo em conta que viria a tornar-se no guião para a visita de estudo ao Jardim Zoológico.

Recursos:

- Lápis/esferográfica.
- Computador.
- Impressora.
- Brochura do PNEP: O ensino da Escrita: A Dimensão Textual.
- Brochura do PNEP: O ensino da Escrita: A Dimensão Gráfica e Ortográfica.
- Brochura do PNEP: As Implicações das TIC no ensino da Língua.
- Brochura do PNEP: As Implicações das TIC no ensino da Leitura.

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Veja Aqui o Desdobrável.

sábado, 13 de junho de 2009

PNEP -2008/2009 - 8.ª Sessão - 08/05/2009

Domínio: O Ensino da Escrita: A Dimensão Textual, Gráfica e Ortográfica.


Objectivos da Intervenção:


-Trabalhar a produção de um texto, assegurando a mobilização de conhecimentos prévios e a sua articulação com novas informações.

- Criar autonomia na construção de texto a partir de um tema.

- Desenvolver uma relação positiva e pessoal com a escrita.

- Recolher, seleccionar e organizar informação.

- Enriquecer o léxico.

Desenvolvimento das actividades:

- Apresentação da proposta de trabalho (elaboração de um desdobrável para a visita de estudo ao Jardim Zoológico).

- Apresentação do tema: “A visita de estudo ao Jardim Zoológico”.

- Escolha/eleição de um animal sobre o qual se vai fazer um texto.

- Divisão da turma em grupos.

- Elaboração, no quadro, de uma chuva de ideias sobre o animal escolhido.

-Preenchimento/organização, individualmente, da chuva de ideias numa ficha/grelha estruturada em categorias de resposta.

- Produção de textos em pequenos grupos.

- Projecção dos vários textos elaborados pelos vários grupos, de forma a partilharem a informação.

- Colectivamente, com a ajuda do professor, os alunos escrevem o texto final, no quadro, com a ajuda da combinação de ideias dos vários textos apresentados.

- Cada grupo, escreve o texto final no computador.

Recursos:

- Ficha/grelha de trabalho.
- Quadro/giz.
- Folhas de acetato.
- Retroprojector.
- Canetas de acetato.
- Lápis/esferográfica.
- Computador.
- Brochura do PNEP:
O ensino da Escrita: A Dimensão Textual.
- Brochura do PNEP: O ensino da Escrita: A Dimensão Gráfica e Ortográfica.

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Veja aqui a Ficha/Esquema de Trabalho.

Veja aqui o Texto Colectivo Final.

Reflexão:


Na aprendizagem da escrita a criança confronta-se com as dificuldades decorrentes do facto da escrita ser uma actividade individual, de não se poder apoiar no contexto comunicativo e de exigir estratégias de textualização e revisão, morosas e muito diferentes da oralidade.
É imprescindível o desenvolvimento do processo de leitura por meio de estratégias que levem os alunos a tornarem-se leitores críticos e cidadãos actuantes. Tendo por base os conhecimentos adquiridos na sessão anterior, os alunos partiram, mais confiantes, para a actividade proposta: construir um texto, sobre um animal do Jardim Zoológico de Lisboa, planificando, textualizando e revendo para melhorar e partilhar com os outros. No quadro, fez-se a chuva de palavras que seleccionaram e começaram por ordenar por categoria de respostas.
Foi necessário pensar como se deveria começar o texto, assim, foi distribuída uma ficha/esquema organizativa, previamente elaborada pelo professor, onde os alunos, individualmente, foram ordenando as ideias que surgiram da chuva de palavras. Depois, já em grupos, foi dada uma folha de acetato por grupo, para que começassem a construir o texto, com a ajuda da ficha/esquema, que serviu de ponto de partida para a redacção do texto (textualização). Os textos, de cada grupo, foram projectados, de forma a haver uma partilha de informação e, assim, partir-se para a construção do texto final com a ajuda da combinação de ideias dos vários textos apresentados. E foi isso que se sucedeu. Em conjunto, no quadro, foi-se organizando a estrutura do texto, que foi crescendo a pouco e pouco com a colaboração de todos. Com a ajuda do professor foi-se corrigindo as frases que se iam construindo, fazendo-se assim, a revisão. Os alunos recordaram e escreveram, em grupo, as palavras que enriqueceram o seu léxico e utilizaram-nas na construção das ideias/frases. A revisão do texto, foi feita ao mesmo tempo que este se ia produzindo, ao discutir a melhor forma de dizer o que se queria, a pontuação, os parágrafos e, em geral, tanto a ortografia como a semântica. Deu-se assim corpo à planificação, à textualização e à revisão.
Considero que, globalmente, esta sessão mostrou-se bastante profícua e proveitosa, revelando-se uma agradável surpresa. Designadamente porque, a partir da chuva de palavras foi possível aos alunos organizarem as ideias e, com o suporte da ficha de registo (que se revelou extraordinariamente útil) a organização textual e a própria expansão de ideias foi realizada de um modo mais estruturado e sustentado. Tornou-se possível não só aproveitar a informação contida, como seleccioná-la de acordo com critérios e enriquecê-la. Na próxima sessão faremos o desdobrável que irá servir para a visita de estudo, visto não ter sido possível concretizar esta tarefa hoje.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

PNEP - 2008-2009 - 7.ª Sessão - 17/04/2009


Domínio: A utilização do computador como recurso de aprendizagem da língua por adultos e por crianças.


Objectivos da Intervenção:


- Comunicar oralmente com progressiva autonomia e clareza.

- Ligar/desligar em segurança um computador.

- Conhecer os factores de risco e de prevenção a tomar quando se trabalha com determinado tipo de equipamento tecnológico.

- Usar vários periféricos num computador (impressora, teclado, rato…).

- Rentabilizar as Tecnologias da Informação e Comunicação nas tarefas de construção do conhecimento em diversos contextos do mundo actual.

- Usar a internet para obter, transmitir e publicar informação (iniciar um programa de navegação- Browser, identificar e usar um motor de busca para pesquisar informação, obter informação sobre viagens, horários, preços, via Web, para planear uma viagem ou visita).


Desenvolvimento das actividades:


Na sala de aula:

- Diálogo com os alunos sobre a tarefa a realizar:

· Apresentação de um PowerPoint sobre algumas noções básicas de como operar/trabalhar com o computador/Internet.

· Trabalho de pesquisa sobre o Jardim Zoológico de Lisboa.

Na sala de informática:


- Divisão da turma em grupos de dois alunos por cada computador.

- Distribuição de uma ficha de trabalho a cada aluno.

- Escrita do endereço electrónico na barra de endereços: http://www.zoolisboa.pt/

- Exploração do ecrã com a antecipação de conteúdos apresentados pelo mesmo.

- Leitura do ecrã (página principal, menu…), com base no modelo de leitura em “zapping” ou rápida de alguns assuntos.

- Exploração das páginas do site, através do diálogo (recurso ao modelo de leitura ascendente e a uma leitura selectiva) para preenchimento da ficha de trabalho.

- Preenchimento da ficha de auto-avaliação.


Recursos:

- Caneta.
- Computadores.
- PowerPoint.
- Internet.
- Ficha de Trabalho/ Auto-Avaliação.
- Brochura do PNEP: As Implicações das TIC no ensino da Língua.
- Brochura do PNEP: As Implicações das TIC no ensino da Leitura.

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Veja aqui a ficha de trabalho.

Veja aqui a ficha de Auto-Avaliação.

Reflexão:


A mobilização de processos interactivos é indispensável na pesquisa de informação na Internet. Se o aluno não souber o que procura, se não tiver um projecto de leitura ou de pesquisa pode fazer uma «leitura aleatória» ou «zapping», mas passa muito tempo sem encontrar elementos que lhe possam ser úteis para a realização de uma determinada tarefa.” (BARBEIRO, LUÍS e TAVARES, CLARA, As implicações das TIC (2) no ensino da língua, pág.13).
Apesar de sabermos que a grande maioria dos nossos alunos sabem “mexer” ou utilizar os computadores, sabemos também, que por vezes, não têm maturidade para os utilizarem, sozinhos, como uma ferramenta de aprendizagem. Assim, achei por bem começar por fazer uma apresentação em PowerPoint sobre algumas noções básicas de como operar/trabalhar com o computador/Internet. Esta actividade, despertou muito interesse e curiosidade nos alunos, pois concluíram que, afinal, ainda tinham muito para aprender sobre computadores. Acabaram por perceber que o computador pode ser visto como uma ferramenta pedagógica para criar um ambiente interactivo que proporcione ao aluno, investigar, levantar hipóteses, pesquisar, criar e assim construir seu próprio conhecimento.
Assim, e após esta “mini acção de formação TIC”, lancei a proposta de trabalho: uma pesquisa sobre o Jardim Zoológico de Lisboa, como forma de começarem a preparar a visita que têm programada para breve. Fomos então fazer uma visita virtual antes da visita presencial. Para que o trabalho fosse o mais autónomo possível e não houvesse muita dispersão apresentei-lhes uma ficha de trabalho que também serviu de “guião de pesquisa orientada”. Isto porque, “Conhecimento não se reduz a informação. Esta é um primeiro estágio daquele. Conhecer implica um segundo estágio, o de trabalhar com as informações classificando-as, analisando-as e contextualizando-as... Esse trabalho de seleccionar, analisar, contextualizar as informações, discutir suas fontes, suas implicações é tarefa da escola. Assim, na escola os professores vão ajudando os alunos a construírem os conhecimentos, o que envolve avançar para os níveis mais elevados da simples informação e para os níveis mais complexos do decidir. Decidir as finalidades, a direcção de sentido que os alunos vão imprimir ao conhecimento de que se apossam, a utilizá-los com sabedoria.” (Selma Garrido Pimenta, Projecto Pedagógico e Identidade da Escola – transcrição da palestra proferida num encontro de Educadores, Taubaté/SP, 1998).
Na Internet, há muita informação disponível, mas o que dá sentido a uma informação é a clareza em função do objectivo pretendido. A ficha de trabalho apresentada serviu para os ajudar a orientar, contextualizar, analisar e classificar as informações pretendidas, pois só assim se garante o acesso ao conhecimento. Daí a importância da mediação do professor.
Após esta sessão, pude uma vez mais confirmar que a utilização do computador,
como ferramenta de auxílio na aprendizagem, é muito importante para a construção do conhecimento dos alunos. Este tipo de actividade permite:
· A participação dos alunos na construção do seu próprio saber, pois eles trazem
com eles uma grande bagagem de informações, que servem como ponto de partida para a construção de novos conhecimentos.
· Reforça a relação professor/aluno transformando-os em parceiros no processo ensino/aprendizagem.
· Desenvolve o pensamento crítico dos alunos.
· Estimula a pesquisa e a criatividade nos alunos.
O resultado desta sessão, a meu ver, foi positivo e, mostrou-me claramente que o computador é um instrumento que enriquece muito a prática, pedagógica; que o professor precisa estar preparado para o uso desta tecnologia; deve estar sempre o mais actualizado possível; tem que estar motivado pelo desejo de crescer, de aprender e também de ensinar e precisa ter consciência da necessidade de criar e inovar constantemente.
Em jeito de conclusão, não devemos esperar que o computador traga uma solução mágica e rápida para a educação, mas certamente, ele poderá ser usado pelo professor como um importante instrumento pedagógico, dando oportunidade ao aluno que amplie o seu conhecimento e a sua criatividade, pois afinal a criatividade não se ensina, constrói-se.

PNEP - 2008-2009 - 6.ª Sessão - 03-03-2009


Domínio: O Ensino da Leitura: A compreensão de Textos.


Objectivos da Intervenção
:


- Comunicar oralmente com progressiva autonomia e clareza.

- Conhecer a estrutura de um texto instrucional.

- Mobilizar o conhecimento prévio.

- Preparar e realizar uma actividade com procedimentos sequenciais.


Desenvolvimento das actividades:


- Apresentação oral da história “O Tesouro do Rei Lambão”, com uma pequena dramatização, feita pelo professor.

- Através de um texto instrucional, apresentado em PowerPoint, os alunos, com a ajuda do professor leram e seguiram as instruções para descobrirem as quatro pistas do jogo “A Caça ao Tesouro do Rei Lambão”.

- Os alunos, à medida que desvendavam as pistas, encontravam as quatro partes (título, ingredientes, modo de preparação e imagem do Bolo de iogurte) do tesouro do Rei Lambão. Cada parte do Tesouro foi colada, no local correcto, no cartaz do cozinheiro.

- Leitura, em voz alta, do “Tesouro do Rei”: a receita do Bolo de Iogurte.

- Confecção da receita do bolo de iogurte, no refeitório.

-Exploração do texto e das suas partes constituintes: título, ingredientes e preparação.

- Identificação do tipo de texto estudado - texto instrucional.

-Referência a outros tipos de textos instrucionais.

- Realização de uma Ficha de Trabalho.

- Realização do Roteiro de Leitura.

- Preenchimento da Ficha de Auto-Avaliação.

Recursos:

- Computador.
- Powerpoint.
- Cartolina.
- Ingredientes para o bolo de iogurte: ovos, farinha, açúcar, óleo e iogurte.
- Batedeira.
- “Patusca”.
- Chapéu de cozinheiro.
- Caneta/Lápis de cor
- Tesoura/cola.
- Quadro.
- Ficha/Roteiro de Leitura.
- Ficha de Trabalho/ Auto-Avaliação.
- Brochura do PNEP: O ensino da Leitura: A compreensão de textos.



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Veja aqui a Ficha de Trabalho.

Veja aqui o Roteiro de Leitura.

Veja aqui a Ficha de Auto-Avaliação.

Reflexão:


" As actividades de decifração nunca devem ser separadas do verdadeiro sentido da leitura e da compreensão, isto é, devem ocorrer sempre em contexto de leitura significativa para a criança". (Sim-Sim, 2007).
A escola é o grande iniciador da leitura para a maioria das crianças. Deverá, por isso, garantir que esta actividade seja aprendida em situações de forte significação pessoal. Para isso, a leitura não pode ser apresentada como uma actividade mecânica, mas como uma actividade construtiva e empenhada do aluno, como algo a ser compreendido por referência àquilo que a criança já sabe e àquilo que quer saber para alcançar os seus objectivos. Só quando a criança conseguir estabelecer estes vínculos e perceber o valor e utilidade instrumental da leitura é que poderá empenhar-se na leitura de modo tão completo que assegure que o acto de ler é um verdadeiro acto de aprendizagem.
A sessão decorreu bastante bem para a turma em questão. Os alunos colaboraram sempre, demonstrando bastante motivação. A antecipação ao tema do texto foi, a meu ver, bastante motivadora com a apresentação da história, em PowerPoint, “O Tesouro do Rei Lambão”, seguida da realização do jogo “A Caça ao Tesouro do Rei Lambão”. Assim, de forma lúdica e atraente, aos poucos, foi sendo fácil para os alunos adivinharem o tema.
O jogo, além de motivador, foi permitindo aos alunos a activação dos conhecimentos, à medida que iam descobrindo as pistas e afixando no quadro.
Assim que o “Cartaz Cozinheiro” ficou completo, os alunos anteciparam, o que se seguiria, bem como as fases da confecção de um bolo, o título, os materiais e a sua preparação. Nesta fase, foi fácil realizar a leitura integral da receita, com a minha ajuda (pois não podemos esquecer que é uma turma do 1.º ano), bem como fazer uma análise da estrutura do texto instrucional. Aqui, conseguiram compreender o que lhes era pedido distinguindo muito bem as partes do texto instrucional. Entenderam também que um Texto Instrucional não se traduz apenas numa receita culinária. Durante a realização da receita, com a ajuda e participação de todos, verificaram, “in loco”, a importância das partes constituintes da receita. Seguiu-se o preenchimento do “Roteiro de Leitura”. Verifiquei com agrado que não sentiram grandes dificuldades. O carácter lúdico da sessão promoveu, quase sempre um interesse e uma concentração elevada de todos os alunos.
Em suma: os textos são unidades de ensino/aprendizagem, onde o aluno deve participar activamente, não apenas copiando ou reproduzindo, mas interagindo com ele. Segundo Ana Maria Kaufman e Maria Elena Rodríguez (Leitura e Produção de Textos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995), a capacidade alcançada no domínio destes textos incide directamente na nossa actividade diária concreta. O seu uso frequente e sua utilidade imediata justificam o trabalho escolar de abordagem e de produção de algumas de suas variedades, como é o caso da receita. A escola e os professores, muitas vezes, acomodam-se aos textos já prontos e esquecem-se de olhar para a realidade de seus alunos e explorar textos que fazem parte do seu quotidiano, facilitando a sua compreensão e incentivando a produção textual.
Os textos instrucionais são exemplos bem simples disto, pois estão presentes na comunidade e na vida escolar, possibilitando um melhor entendimento do aluno, ajudando-o a seguir instruções e regras, bem como a melhorar a sua atenção, raciocínio lógico e disciplina.
No global, considero que os objectivos a que me propus para esta sessão foram francamente atingidos.

sábado, 6 de junho de 2009

PNEP - 2008/2009 - 5.ª Sessão - 06/02/2009


Domínios: O conhecimento da Língua: Desenvolver a Consciência Fonológica e O Ensino da Leitura: A Compreensão de Textos.

Objectivos da Intervenção:

- Comunicar oralmente com progressiva autonomia e clareza.

- Identificar actos ilocutórios expressos por diferentes tipos de frases;

- Desenvolver a capacidade de identificação do som inicial e final das palavras.

- Desenvolver a capacidade de isolar um determinado som na palavra.

- Identificar dois tipos de texto: narrativo e informativo.

- Desenvolver a compreensão global do texto.

Desenvolvimento das actividades:

- Leitura, em voz alta, pelo professor, da história “A Família Pontuação”.

- Exploração ideológica e lexical do texto, a fim de assegurar que o mesmo foi compreendido pelo grupo.

- Exploração fonológica da frase “A pontuação é como o sal: não pode ser esquecida nem se deve abusar dela”, apresentada no quadro: número de palavras, número de sílabas, identificação do som inicial e final de algumas palavras.

-Apresentação de um texto informativo sobre os sinais de pontuação e auxiliares da escrita.

-Leitura do texto, pelos alunos, individualmente e em voz alta.

- Diálogo com os alunos no sentido de aferir se existem dúvidas na aplicação destes sinais de pontuação.

- Realização uma ficha de trabalho individual.

- Elaboração de um cartaz sobre os sinais de pontuação e auxiliares da escrita.

- Preenchimento da ficha de auto-avaliação.

Recursos:

- Cartolina.
- Cola/ Tesoura.
- Lápis de carvão/ borracha.
- Lápis de cor/marcador/ esferográficas.
- Quadro/giz
- Ficha de Trabalho/ Auto-Avaliação.
- Brochura do PNEP: O conhecimento da Língua: Desenvolver a consciência fonológica.
- Brochura do PNEP: O ensino da Leitura: A compreensão de textos.
- Brochura do PNEP: O Conhecimento da Língua: Desenvolver a consciência Linguística.

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Fotos da sessão

Veja aqui o texto "A Família Pontuação".

Veja aqui o Texto Informativo "Os Sinais de Pontuação.

Veja aqui a "Ficha de Trabalho".

Veja aqui a "Ficha de Auto-Avaliação".

Reflexão:

Denomina-se consciência fonológica a tomada de consciência das características formais da linguagem. Segundo Byrne e Fielding-Barnsley (Phonemic awareness and letter knowledge in child's acquisition of the alphabetic principle. In Journal of Educational Psychology, 81 (3), pp. 313-321, 1989), esta competência compreende dois níveis:
1. A consciência de que a língua falada pode ser segmentada em unidades distintas, ou seja, a frase pode ser segmentada em palavras; as palavras, em sílabas e as sílabas, em fonemas.
2. A consciência de que essas mesmas unidades repetem-se em diferentes palavras faladas.
Actividades como as realizadas nesta sessão são exemplos em que se utiliza a consciência fonológica associada ao conhecimento das regras de correspondência entre grafemas e fonemas permitindo à criança uma aquisição da escrita com maior facilidade, uma vez que possibilita a generalização e memorização destas relações (som - letra).
Muitas pesquisas apontam que grande parte das dificuldades das crianças na leitura e escrita está relacionada com problemas na consciência fonológica. Como diz S.R.K. Guimarães (Dificuldades no Desenvolvimento da Lectoescrita: O papel das Habilidades Metalinguísticas. In Psicologia: Teoria e Pesquisa. Jan-Abr 2003, vol 19 n. 1. Pp. 33 – 45), tais estudos sugerem que as crianças e jovens com dificuldades de aprendizagem de leitura e escrita devem desenvolver desde a pré-escola, actividades de consciência fonológica como objectivo preventivo, a fim de minimizar as possíveis dificuldades futuras na aquisição da escrita.
Assim, penso que consegui levar os alunos a trabalhar/desenvolver a consciência de palavra, a consciência silábica e por fim, a consciência fonémica. Como os alunos estiveram sempre muito motivados e concentrados, fui sempre aumentando o grau de complexidade, ao qual responderam sempre com muito empenho e perseverança, estando sempre disponíveis a repetir as vezes necessárias até conseguirem realizar a tarefa proposta com sucesso.
Estas actividades partiram de um texto narrativo, previamente apresentado aos alunos “A Família Pontuação”. Aqui, e com base no título, antecipou-se o conteúdo do mesmo, levando-os a identificar o tema central e a relacioná-lo com os seus conhecimentos prévios acerca do tema. A apresentação do texto informativo, sobre os sinais de pontuação e os sinais auxiliares da escrita, penso que também foi bem entendido por todos, pois na realização da ficha de trabalho, não tiveram grande dificuldade em aplicar a informação retida. Na minha opinião, a maior dificuldade apresentada foi na compreensão global de textos, sobretudo quando solicitados a explicarem, por palavras próprias, os pequenos textos apresentados na ficha de trabalho.
O carácter lúdico de quase toda a sessão suscitou, quase sempre, um empenhamento e uma concentração elevada de todos os alunos.
No global, considero que os objectivos a que me propus para esta sessão foram atingidos.

PNEP-2008/2009 - 4.ª Sessão - 13/11/2008

Domínio: O conhecimento da Língua: Desenvolver a consciência fonológica.

Turma: 4.º A


Objectivos da Intervenção:


- Desenvolver as capacidades de ouvir e discriminar os sons circundantes.

- Desenvolver as capacidades de memorizar e explicitar sequências de sons.

- Favorecer o poder criador dos alunos.

- Desenvolver a imaginação e sensibilidade.

- Desenvolver a capacidade de identificação dos sons que constituem a palavra.


Desenvolvimento das actividades:


- Breve diálogo com os alunos, sobre o Magusto realizado no dia 11 de Novembro.

- Apresentação da Lenda de S. Martinho, utilizando imagens da mesma (em cartolinas) e contada por alguns alunos, à restante turma.

- Ordenação da história, numa cartolina, com as imagens.

- Leitura, feita pelo professor, de algumas quadras e ladainhas alusivas ao tema (magusto).

- Em grupo, reflexão sobre os sons da língua, para identificação das palavras que rimam e explicitação do bocadinho que é igual nas palavras identificadas.

- Reescritas das quadras e ladainhas sugerindo aos alunos que substituíssem as palavras atrás identificadas, por outras que rimassem. Recriação de novas quadras e ladainhas, acrescentando novas palavras.

- Apresentação do cartaz à restante turma.

Recursos:

- Quadro preto.
- Imagens para a História da Lenda de S.Martinho.
- Caneta.
- Cartolina.
- Cola.
- www.eb23-diogo-cao
- Brochura do PNEP: O conhecimento da Língua: Desenvolver a consciência fonológica.



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Veja aqui o resumo da Lenda de S.Martinho

Veja aqui algumas quadras sobre castanhas

Reflexão:

Esta sessão foi planificada, tendo em atenção a função pedagógica e lúdica das rimas infantis, aproveitando, ao mesmo tempo, a época do ano e actividades já realizadas (exemplo: Magusto) como motivação para uma maior concentração e envolvimento dos alunos no decorrer das actividades propostas.
Os materiais utilizados (as imagens da Lenda de S. Martinho e o PowerPoint), eram encantadores, o que muito contribuiu para o sucesso da actividade.
A construção do cartaz com a Lenda de S. Martinho foi uma actividade que motivou muito os alunos, mantendo-os empenhados e concentrados na sua construção.
As quadras e ladainhas utilizadas possibilitaram desenvolver jogos de palavras e sons (substituição de palavras por outras que rimam, recriar e inventar novas quadras e ladainhas, acrescentando novas palavras), criando um ambiente lúdico favorável à aprendizagem.
Por isso, numa primeira abordagem ao tema “consciência fonológica”, a meu ver, no geral, os objectivos definidos para esta sessão foram atingidos.